Sábado, 12 de Março de 2011

História da Senhora da Penha (Grândola) Minha Terra


 

 Muitos grandolenses não sabem o porquê da Festa da Senhora da Penha.

 

Nos finais do século XIX por volta do ano de 1870, Grândola e Sines  foram  invadidos por espanhóis vindos da Catalunha, várias famílias se instalaram em Grândola e, nos anos seguintes vieram as suas famílias.  Nos seus precários haveres estava incluído uma Santa a que todos eles eram devotos, a Senhora de Monserrate.

 

 

Não tardou, e com autorização do Senhor Administrador do Concelho (hoje Presidente de Câmara) construiram uma Ermida fora do povoado (Orada) que se situa na encosta da serra da penha, mais conhecido por Àgua Férrea, 50 metros no sentido poente, as ruínas ainda lá estão, para quem tiver dúvidas, é só procurar. Esta Ermida foi construida pelos Catalães, no tempo que tinham disponível e sempre que podiam, era lá o lugar de reunião. A Santa chamava-se Senhora de Monserrate, e era a cultura desta gente que estava em causa.

 

  Agora vem a história da Senhora da Penha... Aconteceu por muitas vezes, o desaparecimento da imagem e ía aparecer lá no cimo da Penha, tantas foram as vezes que o dono da propriedade mandou os criados levarem para lá a Santa, que decidiram, com autorização,  que fosse feita uma Ermida lá no cimo para onde iría a Santa. O argumento era que a Santa não queria lá estar, e os homens convenceram-se disso; estava sempre a fugir de lá!! Os Catalães não gostaram e deixaram de fazer a sua romaria à Santa. Mudaram de sítio; foram para o sítio de Céu das Rosas, que fica no caminha da Penha, na ribeira a seguir às pontes. Grândola deixou de ser aquela terra pacata com a vinda desta gente. Os seus habitantes andavam muito inquietos e receosos dos Catalães. Bebiam muito e havia zaragatas todos os dias. Viviam num aglomerado a nascente da vila que foi denominado de Bairro Danado, e noutro local mais dentro da Vila, por detás da Igreja de S.Sebastião, e que era chamado de Bairro Catalão, e mais tarde conhecido por Bairro do Quintalão. Estes pequenos apontamentos foram deixados por um familiar que viveu na época e são sem margem de dúvida verdadeiros.

 

Poderei até anunciar nomes conhecidos de Grândola, descendentes de Catalães, que porventura devem desconhecer este pormenor. 

 

Na próxima publicação irei falar de passagens interessantes da época, descritos por um familiar que em 1897 já era licenciada e daí o interesse por tudo quanto a rodeava.

 

  



publicado por JOCAR às 19:22
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